domingo, 8 de novembro de 2009

Greyish India...

Muitos "MontyPython" (excelentes, tardiamente descobertos depois da dica do Leo, e reforçado esses dias pelo Milton Ribeiro) e youtubadas várias depois, sem sono ainda - sem querer pensar nos efeitos disso -, 
E conhecendo outra pérola do Ney que acabei de pegar,
E debulhando uma maravilha de Luiz Sérgio (tinha tempo que não o lia), 
E tendo corrido razoavelmente bem por quase uma hora,

Chego num motivo razoável no fim pra isso:


Forte, muito forte.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009







Funny stuff:



Mais interessante que comprar na iTunes Store, certamente. Mas se também não é difícil baixar isso tudo com a mesma qualidade (320 kbps, não digo o mesmo em FLAC) - inclusive o material remasterizado -, sai um tanto caro prum pen drive.


domingo, 1 de novembro de 2009

Amigos F1

Profético, quase profético. Quero meu chaveiro, Dougolito!





E olha que nem rolaram os tais 50 pontos pro vencedor no kart ("se não valer 50 nem tiro meu carro da garagem!", como certos Frentzen andaram falando por aí). 
Sem falar na dobradinha da Win or Wall, nas apostas e nas pistas.
Valeu demais.

...

Obra prima do Macca, rejeito do White Album  que felizmente foi parar no seu primeiro álbum solo:

♪ Junk - Paul McCartney

sexta-feira, 30 de outubro de 2009


“Haih or amortecedor” não assusta, como muito se temia, pois existia sim alguma expectativa. É um disco até bom, para as vacas magras dos nossos dias.
Melhor ainda, se não o consideramos como sendo dos Mutantes. Porque não tem jeito de conceber Mutantes sem Arnaldo Baptista, e naturalmente é no espaço que ele deixa que Sérgio Dias fase corvo-da-capa-preta   se embanana.
Sérgio é um puta guitarrista, dos melhores, e canta bem. Mas deve bastante na composição. Tanto que os discos sem a Rita e o Arnaldo, quando ele julgou tocar a banda por mais dois ou três álbuns depois do “A e o Z”, são rock progressivo de letras fracas. Nada Mutantes.
Dessa forma ele, pra retomar as atividades da banda – junto do baterista da formação original, logo são dois remanescentes – ele recorreu ao Tom Zé pra ajudar a compor. E também ao Jorge Benjor. Com Rita e Arnaldo voluntariamente fora, ele só não deve ter ido atrás do Rogério Duprat porque ele já não é vivo, e só por isso. Ou seja, tentou recuperar um tantos dos elementos que constavam dos êxitos artísticos da banda. Tanto que uma ou duas músicas têm referência a outras canções do grupo, ao tropicalismo, aos arranjos exóticos, à mistureba sonora, enfim, uma tentativa de recriação do que se fazia mesmo.  Que ficou até interessante, embora muito aquém das origens.
Os músicos que o acompanham são bons, e tem uma moça legal no vocal. Mas não sei se serão mais do que a banda que acompanha o Sérgio dos Mutantes. A Zélia tinha sido uma escolha muito acertada pros shows da volta – que adoraria ter assistido ao vivo-, mas imagino que ela não quisesse ficar marcada para todo o sempre como o estepe da Rita. Teria sido legal ouvi-la nesse disco.
No fim das contas é um disco bem produzido e até bom, se visto como sendo do Mutantes do Sérgio Dias – que é qualquer outra coisa, menos a continuação da banda original. Pra variar foi lançado primeiro lá fora, onde o nome Mutantes tem mais reputação e prestígio (aqui, desconhecimento e reverência oca da nossa imprensa). Compará-lo aos discos da formação original é covardia. Sem o Arnaldo e tudo o que ele teria colocado num álbum desses, não é Mutantes. Ficou razoável, e gostei de “Querida, querida” (que é muito Tom Zé, e tem uma guitarra massa).



Cara B - Jorge Drexler

sexta-feira, 23 de outubro de 2009


E vai chegando ao fim uma temporada de exceção na Fórmula 1. Que fez de uma equipe falida pouco antes do Mundial a campeã de construtores, depois de um começo de campeonato avassalador, e de um Jenson Button apenas regular por muito anos um campeão com algum mérito. Sem falar que o apenas regular Mark Webber teve chances reais de brigar pelo campeonato, e que Vettel só não o fez por conta de duas os três corridas de lambança. Mas este ainda ganhará os seus no futuro, com certeza.
Lembro de ter escrito, antes de o campeonato começar, que o Kers poderia representar um papel importante nas corridas, embora não se soubesse muito como. Nos circuitos de alta pôde-se sim notar alguma diferença a favor dos que o tinham, sobretudo lá pelo meio do ano. Mas não foi aí onde o sistema foi decisivo. Foi no desenvolvimento dos carros.
Notemos que Brawn e Red Bull, os dois melhores carros da temporada, não contavam com o Kers, por opção das equipes. Desenvolver o sistema custou dinheiro para quem tentou, e atrapalhou totalmente o desenvolvimento dos modelos, seja por mudar o foco deste, seja por conta de o sistema ocupar espaço e pesar no carro, de modo a dificultar o acerto do equilíbro. Muitas equipes reclamaram da dificuldade em trabalhar a distribuição de pesos dos carros com Kers na pré temporada, e foram as mesmas equipes que levaram 7 ou 8 corridas pra começar a render decentemente: Ferrari, Mclaren, Renault... Enquanto isso a Brawn, que herdou da Honda um bom carro previsto pra não usar o Kers, conseguiu pra si os melhores motores quando tentava sobreviver na categoria, e sobrou no começo do campeonato. Não foi só por causa dos difusores como falavam, a Red Bull nem os tinha e também andava na frente, e mesmo depois que todo mundo os agregou a seus carros a diferença caiu um pouco apenas. Simplesmente possuíam um carro mais ajustado por ter sido melhor trabalhado, sem um sistema de uso opcional (e não entendi o porquê disso) que matou a temporada dos que nele investiram.
Tanto que a Mclaren se ajustou no final da temporada, depois de meses, e também a Ferrari. Até a BMW andou bem no fim, com esse último pódio do Kubica.
No mais, teve o Rubinho sendo Rubinho o ano todo: piloto muito bom, mas não mais que isso. Fez um bom campeonato, mas não pra ser campeão, por que isso ele não é (a gente que ainda se ilude por emoção). Não acho que Button seja melhor que ele, mas o cara simplesmente acertou quando tinha a vantagem na mão, e foi campeão nisso com méritos. Já o Massa ralou o quanto pôde com os problemas já citados, até que a mola voadora o tirou de circulação até o ano que vem, quando espero que possa vir pra ser campeão em cima do Alonso. E Nelsinho só conseguiu fazer barulho depois que saiu. Pode ser até que volte em um ou dois anos porque o pai tem cacife, mas não sei se anda o suficiente pra ficar muito tempo na F1 não.
Pro ano que vem, o fim do reabastecimento vai mudar muita coisa. Corridas simples e diretas,  sem o jogo de estratégias no qual Schumi se notabilizou. Ferrari e Mclaren devem voltar pras cabeças, e teremos um monte de carro no grid. Campos, Manor, Lotus e USF1 andarão com os "poderosos' Cosworth, o que já não anima muito, sem falar na pouca experiência na categoria. No entanto, vai rolar uma vaguinha pro Bruno pelo menos, acho que ele merece uma chance.
E o melhor do campeonato de 2009: o advento do Amigos F1, com todas as suas discussões, comentários sem sentido e apostas joselitas, valeu demais.
Humildes saudações do campeão das apostas e das pistas...dá-lhe Win or Wall.


♪ Ah, sou apaixonado por esse disco: